
Qual é o melhor museu / galeria de arte no mundo?
Esta é uma pergunta que muita gente vem fazendo. Sem surpresa, os museus dos destinos turísticos mais populares do mundo estão no topo. Nenhuns dos dez melhores museus estão fora da Europa e da América do Norte. Será que seria como a história do ovo e da galinha?
As pessoas gostam mais de ir para a França por causa dos museus ou gostam mais dos museus porque eles estão na França? Sem dúvida é um pouco das duas coisas.
Lembre-se , nem todos os museus são tão surpreendentes quanto o top 10 abaixo, mas mesmo quando (ou porque) eles são pequenos e / ou mal conservados , podem revelar muito sobre a cultura em que estão situados.
Os dez melhores e mais populares museus são :
1. O Louvre (Paris – França)
O museu do Louvre pode ser o maior do mundo da arte, mas também é um dos mais evitados por alguns visitantes em Paris. Assustados com seu tamanho e riqueza imensa, a cabeça de muitas pessoas acaba pensando em pequenas galerias. Mas se você tem mesmo um grande interesse nos frutos da civilização humana desde a Antiguidade até o século 19 , então você não pode deixar de visitá-lo . A antiga fortaleza teve seu início como um museu público em 1793 com 2500 pinturas , hoje cerca de 30.000 estão em exibição. As obras mais famosas da Antiguidade incluem o Escriba Sentado , As Jóias de Ramsés II e a dupla sem braços - Vitória Alada de Samotrácia e Venus de Milo . A partir da Renascença , não perca Os Escravos de Michelangelo , Mona Lisa de Leonardo da Vinci e obras de Rafael, Botticelli e Titan. As obras francesas do século 19 incluem Ingres, La Grande Odalisca , de Géricault – A Jangada da Medusa e o trabalho de David e Delacroix.
2. British Museum (Londres – Inglaterra)
Um dos mais antigos e melhores museus do mundo. Conta hoje com cerca de sete milhões de itens, através da aquisição criteriosa e a pilhagem controversa do império. É uma debandada exaustiva e estimulante através da cultura do mundo. Há galerias dedicadas ao Egito, Ásia Ocidental, Grécia , Oriente , África , Itália, os etruscos, romanos, pré-história e antiguidades medievais.
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3. Musée d’ Orsay (Paris – França)
Esta antiga estação ferroviária abriga uma esplêndida coleção de obras francesas impressionistas e pós-impressionistas, tornando-se o must para qualquer amante da arte . O museu exibe a coleção nacional de pinturas da França, “objets d’art “ produzidos entre 1848 e 1914, incluindo os frutos dos impressionistas, pós-impressionistas e os movimentos de Art Nouveau. O Museu preenche a lacuna cronológica entre o Louvre e o Musée National d’ Art Moderne . Alojados ao longo do Sena em uma antiga estação ferroviária construída em 1900 , foi reinaugurado em sua forma atual em 1986.
4. Museum of Modern Art (MoMA) – (Nova York – Estados Unidos)
Sua grande reabertura foi em 2004, após o mais amplo projeto de reforma em sua história de 75 anos, criaram um verdadeiro universo da arte de mais de 100.000 peças. Você poderia facilmente visitá-lo vários dias e ainda não conseguiria ver tudo. Você encontrará Matisse , Picasso, Cézanne, Rothko, Pollock. Estão alojados no átrio central de cinco andares.
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5. Metropolitan Museum of Art (Nova York – Estados Unidos)
O que você pode dizer sobre este gigante? O tamanho, a profundidade e amplitude de sua coleção simplesmente oprime. O Templo de Dendur , a coleção da Africa , Oceania e outras obras. A grande coleção européia no 2 º andar – é realmente uma cidade dentro de outra cidade. É mais fácil ficar perdido aqui do que no Central Park. Evite domingos chuvosos no verão se você não gosta de multidões, mas durante o inverno você pode encontrar o museu de 17 acres deserto à noite – uma experiência real em Nova York .
6. Galleria degli Uffizi (Florença – Itália)
A Galleria degli Uffizi , que abriga a coleção particular da família Médici, de Florença foi legada em 1743 por Anna Maria Ludovica , na condição de nunca deixar a cidade. Alojado no interior do Palazzo degli Uffizi seu tamanho impressiona. Vasari projetou o “corridoio Vasariano” , que liga o Palazzo Vecchio com Palazzo Pitti, através do Uffizi e do outro lado da Ponte Vecchio. Francesco I, encomendou ao arquiteto Buontalenti a modificação do piso superior do Palazzo degli Uffizi devido a crescente coleção de arte . Assim , indiretamente os primeiros passos foram dados para transformá-lo em uma galeria de arte . Foi aberta a visitação pública (selecionada) em 1591 – tornando-o um dos primeiros museus da Europa em funcionamento.
7. Museo del Prado (Madri – Espanha)
Convertido em 1819 para um museu de história natural, o Museo del Prado acolhe mais de 7000 obras. As mais fortes são as coleções de pintura espanhola do século 17 e 18, Velázquez , Goya e Ribera. Uma festa artística que é a razão principal de muitos que vão visitar Madrid. As pinturas exibidas na coleção do Museo del Prado (embora menos da metade estão atualmente em exibição ) são como uma janela sobre os meandros históricos da alma espanhola. Passe o tempo que você puder no Prado, ou melhor, planeje mais de uma visita, porque será difícil absorver tudo de uma vez .
8. Museus do Vaticano
Os museus são enormes e você nunca vai conseguir ver tudo em uma só visita., precisará de varias horas apenas para os destaques. Começa pelo Atrio de Quatro Cancelli, perto da entrada e termina na Capela Sistina, por isso pode ir andando em linha reta. Tenha em mente porém que você não pode voltar atrás uma vez que você já está lá dentro. Cada galeria contém tesouros inestimáveis, Stanza di Raffaello , a Pinacoteca , a Gallerie delle Carte Geografiche e claro a Capela Sistina. Você ainda pode visitar o Museo Gregoriano Profano, o Museo Pio Cristiano e o Museo Missionario Etnologico.
9. Smithsonian Museums (Washington DC – Estados Unidos)
Há 18 museus Smithsonian em Washington DC. A Portrait Gallery contém mais de 4000 imagens de rostos conhecidos de todos os estilos e épocas da vida. Os retratos presidenciais são particularmente notáveis . Procure por Gilbert Stuart, George Washington e um busto de um despreocupado primeiro mandato de Bill Clinton. As fotografias de esporte também são fascinantes. O “Museum of American Art’s” tem a maior coleção de arte americana do mundo, do colonial ao contemporâneo. O museu é especialmente apreciado por sua coleção de arte ocidental americana do século 19, incluindo cerca de 400 peças de George Catlin , conhecido por seus retratos dos índios americanos das Grandes Planícies.
10. Tate Modern (Londres – Inglaterra)
Mais de 5 milhões de visitantes tornaram esta a galeria de arte contemporânea mais popular do mundo e a mais visitada de Londres. Existe uma maravilhosa vista sobre o Tamisa e St. Paul’s , em especial no restaurante-bar no 7º andar e no café no 4º . Há também outros lugares para relaxar com vista para o Turbine Hall.
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*MUSEU, NOVO ESPAÇO DE CONSUMO*
Os museus como diria Walter Benjamim “espaços que suscitam sonhos” e
as atividades museológicas, nos últimos anos, passaram por
transformações conceituais, ganharam importância e complexidade,
entraram no século XXI como a instituição cultural, por excelência, da
cidade contemporânea. Nos grandes centros urbanos do mundo, aquele
lugar ocupado pela igreja, desejado pelo teatro há algum tempo atrás,
é hoje disputado pelo museu. Criou-se uma cultura de consumo do museu,
paralelo ao retorno de um desejo reprimido de ocupar o antigo centro
da cidade, abandonado pela sua incompatibilidade com determinado
modelo de publicidade de consumo do espaço urbano.
O consumo e sua publicidade são veículos de intermediação e
convivência social do mundo moderno com base no sistema de trocas da
economia. Os novos museus fazem uma publicidade positiva da
visibilidade cultural das cidades. São centros culturais onde o
visitante encontra pequenos bens de consumo, livraria, loja de
suvenir, café, bar, área de lazer, uma diversidade de atividades que
ativam e satisfazem o desejo do consumidor familiarizado com o paraíso
dos shoppings.
A criação de espaços museológicos, como instituições que respondem
necessidade de exibir a produção simbólica que representa o
desenvolvimento econômico e comercial, acompanha os movimentos de
expansão urbana e de concentração do capital. Paris no século XIX foi
a capital da arte, o berço dourado das vanguardas artísticas que
encantaram a modernidade. Após a segunda guerra mundial, Nova Yorque e
o investimento americano em instituições museológicas, mais acessíveis
à guarda da memória, estimuladora de novidades e formação de coleções,
entre outras iniciativas, assumiu a liderança de centro mundial da
arte contemporânea.
Em vários aspectos, os museus vêm contribuindo para a revitalização do
centro da cidade e o desenvolvimento da sociedade, como um espaço de
inclusão social e estimulador do exercício da cidadania. Em centros
urbanos mais desenvolvidos as visitas aos museus são atividades
rotineiras que fazem parte de uma política de educação e
entretenimento, presente até nos roteiros de viagens das companhias de
turismo. Em países do primeiro mundo houve, recentemente, um
crescimento, ou melhor, um surto de criação de museus como um bem
cultural integrado na vida da cidade capaz de contribuir com a
melhoria da imagem e do uso da área onde está inserido.
Na paisagem urbana, os museus se destacam como instituições
facilitadoras do desenvolvimento cultural e educacional, um espaço
privilegiado de produção e reprodução de conhecimento a serviço do
pensamento crítico da sociedade e sua história. Sua localização na
malha urbana é fundamental para permitir a liberdade de acesso do
público consumidor de arte, cultura e lazer.
Pelo menos em teoria, os objetivos dos museus contemplam educação,
entretenimento, informação e inclusão social. Os objetos expostos num
museu permitem ao público apreender e vivenciar experiências não
somente intelectuais como também emocionais. Alocados em prédios
apropriados para as funções que exercem, a arquitetura e as novas
tecnologias disponíveis evoluíram nos últimos trinta anos. Para cada
tipologia de acervo, equipamentos e projetos específicos de
mobiliário, climatização e iluminação determinam a situação física e
ambiental desses empreendimentos museográficos. Condições técnicas que
satisfazem às demandas de guarda e exibição de objetos que integram um
acervo foram desenvolvidas, pressionados pela nova ciência
museológica.
Decorrentes de todas essas transformações do conceito de museu e
consequentemente sua visibilidade, suas atividades culturais exercem
importante papel na economia e na credibilidade da imagem de uma
cidade. Muito mais do que um lugar de acondicionamento e exposição de
coisas e objetos de valor histórico, artístico, cultural, religioso e
também comercial, é função dessa instituição divulgar ou democratizar
conhecimentos à sociedade.
Além da importância no sistema cultural, os museus estão inseridos com
sua arquitetura imponente na paisagem da cidade e passou a ser um
referencial do entorno. No Brasil, se destacam dois exemplos
internacionais da arquitetura moderna de museus, o edifício do Museu
de Arte de São Paulo, projetado pela arquiteta Lina Bo Bardi e
edifício do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, projeto do
arquiteto Afonso Eduardo Reidy. Além de marcos da arquitetura moderna
brasileira, projetados na década de 1950, eles interagem com o entorno
e a comunidade. A relação com o espaço em que está inserido seu
significado simbólico para a população são questões que ultrapassam o
discurso arquitetônico e mostram a dimensão pública da arquitetura de
museus na contemporaneidade.
Na Bahia, praticamente não se investiu na edificação de museus, estes
estão alocados em edificações adaptadas. Um desafio cada vez mais
difícil de enfrentar, com as recentes exigências da museologia, o de
conciliar a arquitetura histórica com a intervenção interna, mesclar a
preservação do antigo com as exigências contemporâneas indispensáveis
à instalação de um museu. E sem uma política pública que provoque
demandas sociais efetivas de mais acesso aos bens culturais, os museus
baianos, mesmo os que dispõem de instalações razoáveis, padecem da
falta de interesse do público e os recursos indispensáveis para sua
manutenção dependem de tráfego de influências e favores. Aliás, esse é
um problema que faz parte do cotidiano dos grandes museus brasileiros.
*Almandrade*
(artista plástico, poeta e arquiteto)
A TARDE CULTURAL – SALVADOR, 08/08/2009 – SÁBADO