Milão é a terra das Igrejas. Literalmente, cada quarteirão tem uma. Depois de 3 ou 4 dias aqui você simplesmente não quer mais saber delas. A primeira Igreja que visitamos foi obviamente a Catedral Duomo. Vê-la de longe é assombroso. Todo mundo viu ou vai ver uma foto dela, mas absolutamente nada se compara a se aproximar aos poucos e ir percebendo a sua grandiosidade.

Quando se chega em frente, um arrepio percorre o seu corpo todo e é impossível não se sentir uma criança vendo o primeiro prédio alto da sua vida, ficando de boca aberta. A visita é gratuita e levamos pelo menos duas horas tentando guardar na memória todos os detalhes internos e externos. Mesmo com as fotos é difícil perceber tudo o que existe lá em apenas uma visita. Já passamos na frente muitas vezes depois disso e sempre descobrimos algo novo que não havíamos visto antes.

Mas depois de ir à minha primeira Igreja, resolvemos seguir a indicação da minha mãe, que me disse que eu deveria ir à Igreja de San Marco.

Fomos num domingo e por coincidência chegamos algumas horas antes da missa. Ao chegarmos na praça de entrada descobrimos que aos domingos tem uma feira de flores e o lugar fica lindo, todo colorido. Claro, que como em toda feira, também encontramos comidas, roupas, bijuterias, cosméticos e cremes artesanais.

Mas diferente das feiras do Brasil, todas essas barraquinhas de badulaques tinham os lucros obtidos para instituições beneficentes, o que eu achei muito bacana. Enfim, entramos na Igreja e realmente essa foi a minha favorita. Lá dentro tem várias capelas dedicadas a santos e restauradas em homenagem a alguém de alguma família. Tudo lindamente ornamentado com muitos detalhes em ouro. O altar é uma obra de arte à parte, mas o que mais me encantou foi o órgão, gigante e acima de nossas cabeças.

Quando estávamos passeando e fotografando tudo, começou uma movimentação dentro da igreja, uma arrumação de cadeiras e bancos e percebemos que a missa ia começar. Eu não sou católica, mas quando escutei o órgão tocando pedi ao Endrich para ficarmos na missa. É o som mais bonito que eu já ouvi na minha vida e me senti no século 17, com a missa acontecendo toda em italiano e o órgão tocando hinos quase da época medieval. Para os apaixonados por música, arquitetura, história e arte, assistir a uma missa na Igreja de San Marco é a comunhão perfeita.

Saí de lá em paz, relaxada e maravilhada com toda a experiência, que por incrível que pareça, acaba em apenas meia hora.

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