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Golpes na Itália – Ciao Soldi! (tchau dinheiro)


O primeiro passo, já que estávamos em um hotel era procurar um apartamento. Pesquisamos em sites de busca especializados em imóveis e encontramos um anúncio que dizia “belo monolocale arredato” (lindo apartamento de um cômodo mobiliado). A região era boa e o apartamento parecia ser bem legal com um preço dentro dos padrões normais.

Entramos em contato via e-mail com a “proprietária” do apartamento e começamos as negociações.

Ela dizia que estava morando em uma cidade longe de Milão, e que já tinha vindo duas semanas antes mostrar o apartamento para outra pessoa, mas que a pessoa sumiu e quando ela chegou aqui havia perdido o dinheiro da passagem de avião, pois ninguém havia aparecido para ver o apartamento.

Assim, como prova de que estávamoss realmente interessados no imóvel e que realmente iríamos aparecer para vê-lo ela nos pediu que fizéssemos uma transferência internacional de dinheiro de mim para alguém próximo, ou vice versa, no valor de 3 aluguéis (aqui os apartamentos são alugados com pagamentos de 2 ou 3 meses de caução mais o primeiro aluguel adiantado) e que enviássemos  o comprovante via e-mail para ela.

A garantia que ela diz que tem é o valor da transferência, algo em torno de 60 euros e que quando a gente se encontrasse para ver o apartamento seria pago por ela, e caso a gente quisesse mesmo alugar, era só fazer o contrato, ir à agência e retirar o dinheiro transferido para pagá-la. Assim, ninguém perderia nada.

ESSE É O GOLPE!

Nós fizemos a transferência do meu marido para mim, só que o dinheiro foi retirado em Verona, como se fosse eu! Fomos a polícia e nos disseram que esse golpe é comum, que acontece o tempo todo e que não tem o que se fazer, porque todos os dados utilizados pela pessoa são falsos.

A única coisa confidencial em uma transferência internacional é o código impresso no comprovante de pagamento. Com o código que enviamos por e-mail, ela falsifica um documento qualquer com o nome de quem vai receber o dinheiro e saca. O que acontece geralmente é que os lugares onde essas transações são feitas, pertencem aos imigrantes que não conhecem muito bem a língua ou os passaportes estrangeiros, ou mais ainda, o golpista pode dizer que está com uma cópia de um documento (que ela falsificou) e o agente aceita.

Para tornar a coisa toda mais realista, ela diz que uma imobiliária (geralmente a mais confiável da cidade) vai te mandar uma cópia do contrato e do passaporte dela. Minutos depois, chega um e-mail super bem elaborado em nome da imobiliária, com os dados dela, do apartamento e do contrato. E se você clicar no link da imobiliária no e-mail, a página que se abrirá será obviamente o da imobiliária citada.

Esse golpe já foi aplicado em Londres, Verona, Milão, Firenze e Roma e nós perdemos 1500 euros nessa história.

A polícia diz que não temos o que fazer, pois não tem como rastrear a pessoa, e quando fomos à embaixada solicitar um advogado, eles nos disseram que não vale a pena porque gastaríamos quase o mesmo que perdemos tentando reaver o dinheiro, além do que, a agência de transferência internacional não iria pagar de novo um valor que já foi retirado em meu nome. E como eu passei o código à outra pessoa eles não se responsabilizariam.

Assim, se alguém pedir para você fazer qualquer tipo de transferência internacional e mandar o comprovante não faça, nem mesmo para uma conta de qualquer amigo próximo! É um golpe e você vai perder o seu dinheiro.

ÁFRICA !!!!!

Essa é mais uma intimidação do que um golpe, mas você perde dinheiro do mesmo jeito.

No nosso primeiro dia aqui em Milão decidimos que o primeiro lugar que deveríamos conhecer era o centro, na região do Duomo.

Saímos cedo e assim que chegamos ao Castelo Sforzesco um homem muito forte e grande nos parou, muito animado gritando ÁFRICA! Perguntou de onde éramos e pegou no nosso braço. Enquanto amarrava uma pulseira no nosso braço, nos dizia que aquela era uma pulseira que trazia sorte, que era um presente da África para o Brasil e que não custaria nada.

Quando terminou de amarrar as pulseiras, mudou o tom de voz, começou a falar muito rápido e vendo que não estávamos entendendo se tornou agressivo e começou a repetir: “20 euros! 20 euros”.

Sem entender quase nada do que ele dizia; assustados e perplexos, pagamos.

Fomos embora dali e enquanto andávamos pelas ruas principais do centro, percebemos que haviam muitos africanos com a mesma pulseira, fazendo a mesma coisa.

Quando voltamos ao Hotel, o funcionário nos disse que essas pulseiras, não são apenas “presentes”, também são avisos aos outros africanos de que você é um turista e que eles podem usar a mesma estratégia com você, porque você vai pagar.

A moral da história é: se você estiver em Milão e alguém chegar perto de você oferecendo as tais pulseiras, coloque os seus braços para trás, pois eles agarram mesmo, e passe o mais rápido e longe possível deles. Do contrário você também vai perder dinheiro.

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